quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



É chegado o dia. Depois de várias capitais Alanis Morissette aporta hoje no Rio, mas precisamente no HSBC Arena, na Barra da Tijuca.

Fiquei a semana passada inteira tentando me convencer de que dinheiro não cai do céu, nem cresce em árvore. Todo argumento foi falho, usei a lógica, fui consultar o saldo bancário e a falta de dezenas me fez concluir o óbvio, que mesmo a meia entrada era um absurdo.

Ainda ontem os meios de comunicação anunciavam que ainda restavam ingressos e eu fazia minhas últimas tentativas, todas em vão; certamente, se elas tivessem sido bem sucedidas eu não estaria aqui, nem esse post; no lugar deste estaria uma descrição exata da emoção que eu sei, ainda será possível sentir, durante a música Not the doctor.

Já estou me vendo amanhã como a adolescente que ainda sou, assistindo no Youtube tudo o que perdi.

Não tem jeito, adoro Alanis, apesar de todos a minha volta dizerem não. Gosto de seus gritos, da forma como ela atira as palavras.

Gosto quando ela corre de um lado a outro do palco, quando balança incessantemente a cabeça parecendo uma mulher louca, que ao invés de reservar, extravasa.

Às vezes eu nem quero sentir, tom de voz, melodia, às vezes eu nem quero entender essa língua estrangeira, mas aí ela diz I want to be big and let go of this grudge that's grown old; e eu estou ali.




2 comentários:

poetriz disse...

Compra um dvd ao vivo, e finge que vc estava no show... tb engana, viu!

Bjs!

fernando disse...

É estamos numa situação parecida, só que ficarei assim quando acontecerem os shows do Radiohead, mas o preço que cobram nos ingressos deveria ser objeto de investigação, é um absurdo!