segunda-feira, 8 de junho de 2009



A sombra da minha terra

A sombra da minha terra. De gramas escassas, de uma curvatura cheia, arredondada e um cabelo esvoaçante, metade preso, outra ao vento; uma imagem como defeito, daqueles que nem a gente enxerga. Eu nunca fui assim e a foto me fez ver a minha sombra, me fez enxergar o que sempre vem atrás, o quem nem eu mesma sei de mim, e foi então que eu descobri que eu nunca me conhecerei por completo, sempre haverá uma parte de mim de enigma que nem mesmo da sombra eu terei a foto.

Rosemeri Sirnes

3 comentários:

Dauri Batisti disse...

O importante nesse caminho de conhecer-se é saber que sempre a passos a se dar. As sombras seguem também.

Um beijo.

fernando disse...

O enigma existente em nós, talvez seja a força que nos move.

Eurico disse...

Essa parte que se esconde somos nós. O melhor de nós nos espreita, como um pássaro que esvoaça em círculos, em torno da gaiola da qual se evadiu. Abramos a portinhola dos sentidos para esse enigmático melhor de nós.

Abraço fraterno e amigo.